Desmanche (2020,cor) surge como propositor de deslocamento do eu.


Procura estabelecer um espaço de aproximação entre a estruturação unitária do indivíduo e a produção automobilística (compreendida como representação simbólica da experiência particular moldada a produção de massa neoliberal).

Apresenta-se o espaço clandestino de desmanche automobilístico através do conteúdo narrativo do audiovisual, como local de reconhecimento das estruturas aprisionadoras da experiência subjetiva.
Possibilitando o despertar das vias multiplicitárias da experiência enquanto ser vivo; uma vez que esse lugar propõem ver um automóvel, uma unidade, se desfazer, se desmanchar, se ruir em variadas peças.
Desterritorializando sua funcionalidade primeira.

A montagem narrativa do vídeo se estabelece pela pesquisa pessoal da artista acerca da liberdade de conteúdo na internet pelo site Youtube, juntamente com gravações pessoais da sua webcam e da tela de seu computador procurando atritar locais íntimos e externos como convite, ao espectador, ao desmanche de si.
Importante ressaltar que o vídeo foi exposto juntamente com outras manifestações artísticas compondo a cena eletrônica de Porto Alegre, pelo coletivo tttttttttt - na festa DESMANCHE - no dia 07 de Março de 2020 - condizente a formação de caráter experimental que as zonas eletrônicas, através do hackemanto social, vêm possibilitando sob as experiências subjetivas.




||Edição|| Movie Maker e VSDC
fotografia:::clara vasques